Crónicas de uma Leitora: " A ilha das Garças" de Sue Monk Kid [Opinião]

sábado, 8 de junho de 2013

" A ilha das Garças" de Sue Monk Kid [Opinião]



Sinopse

No interior de um mosteiro beneditino na ilha de Egret, ao largo da costa da Carolina do Sul, repousa um misterioso trono com sereias gravadas, dedicado a uma santa que, segundo a lenda, era sereia antes da sua conversão. Quando Jessie regressa à ilha por causa de um acto de violência aparentemente inexplicável da sua excêntrica mãe, a sua vida prima pela normalidade e o seu convencional casamento com Hugh é seguro e estável. Jessie ama Hugh mas, uma vez na ilha, a atracção que sente pelo irmão Thomas, um monge que está prestes a fazer os votos solenes, é irreprimível. Rodeada pela beleza exótica dos pântanos, deltas e garças majestosas, Jessie debate-se com a tensão do desejo, com a luta e a negação dos seus próprios sentimentos, com a liberdade a que acha que tem direito e com a força inexpugnável do lar e do casamento. Será que o poder do trono da sereia é apenas um mito? Ou será capaz de alterar o seu destino? O que está prestes a acontecer irá desvendar as raízes do passado atormentado da mãe, mas, acima de tudo, permitir que Jessie se reconcilie com a vida.

A Ilha das Garças é um romance vívido sobre sereias e santos, sobre as paixões do espírito e os êxtases do corpo, iluminando brilhantemente o despertar de uma mulher para o seu eu mais profundo.


Opinião de Carla

Para mim, esta autora foi uma estreia. Nunca tinha lido, e nem sequer tinha ouvido falar nela. E sinceramente, se não me têm falado tão bem do livro, pelo título, acho que nunca o iria ler. Nao sabia o que esperar, mas fiquei curiosa.

O livro centra-se em 2 personagens: Jessie e o "Irmão" Thomas que vive no mosteiro.
Jessie, uma mulher de 40 anos, casada há 20, tem uma filha que saiu de casa para ir para a faculdade, começa a sentir a pressão dos anos de casamento. No entanto, só quando se vê obrigada a ir ter com a mãe se apercebe disso.

Whit O´Conner, agora irmão Thomas, fugiu para o Mosteiro, depois de ter perdido a mulher, gravida de ambos, num acidente automóvel. Advogado conceituado, largou a empresa, e a metrópole para se refugiar da angustia e tentar encontrar na fé o alivio que procura.
Ambos se vão encontrar na ilha e sentir uma atracção enorme, mas nem um nem outro sabe muito bem onde isso os irá levar ou sequer se aquilo que sentem é verdadeiro ou somente um escape às desilusões deles.

O que gostei neste livro é que autora conseguiu por por escrito, à mistura com um pouco de fantasia, o drama que muitas mulheres vivem, quando descobrem que ao fim de 20 anos de casamento isto já não lhes chega. Que precisam de mais, precisam de ser apreciadas e não tomadas como garantidas.
No caso de Whit O´Conner, ele tenta procurar consolo num mosteiro, depois de ter perdido as pessoas que mais amava na vida.
Duas situações que podem muito bem ser a realidade de alguém nosso amigo e que nada têm de excêntrico ou fantasioso.

Com um final surpreendente. Cheio de emoções fortes, com um desfecho nada esperado, é uma leitura que aconselho.

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