Crónicas de uma Leitora: "Prazeres Proibidos" de Laura Lee Guhrke [Opinião]

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Prazeres Proibidos" de Laura Lee Guhrke [Opinião]

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Sinopse
Toda a mulher tem os seus prazeres proibidos…

Para a delicada e tímida Daphne Wade, o mais apetecível prazer proibido é observar discretamente o seu patrão, o duque de Tremore, enquanto este trabalha numa escavação na sua herdade. Daphne foi contratada para restaurar os tesouros de valor incalculável que Anthony tem estado a desenterrar, mas não é fácil para uma mulher concentrar-se no seu trabalho quando o seu atraente patrão está sempre em tronco nu. Apesar dele não reparar nela, quem a pode censurar por, mesmo assim, se ter apaixonado desesperadamente por ele?
Quando a irmã de Anthony, Viola, decide transformar esta jovem e simples mulher de óculos dourados numa provocante beldade, ele declara a tarefa impossível. Daphne fica arrasada quando sabe… mas está determinada a provar que ele está errado. Agora, uma vigorosa e cativante Daphne sai da sua concha e o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Será que Anthony conseguirá perceber que a mulher dos seus sonhos esteve sempre ali?

Opinião por Carla Geraldes

Quando comecei a ler este livro confesso que o primeiro capítulo deixou-me um pouco aquém da expectativa. Depois do resumo esperava um impacto maior logo nas primeiras paginas. Contudo depressa a minha opinião mudou.
Ano de 1830.
A história de Daphne e do duque Anthony, uma "plebeia" e um nobre. Um amor não correspondido porque não o podia ser. A honra, as diferenças sociais e a corte daquela época.
Daphne é uma rapariga criada no meio do deserto, em escavações, sempre foi muito prática e nunca se preocupou com a sua aparência. Quando o pai, um famoso antiquário, morre ela é contratada para restaurar achados na propriedade do duque de Tremore. É lá que ela se apaixona pelo jovem duque, apesar de saber que ele não iria nunca olhar para ela como mulher. E tem essa certeza depois de o ouvir dizer à irmã Viola, que ela é como um insecto num galho de árvore e não tem qualquer atractivos femininos para compensar a falta de beleza. Nesse dia, e depois de uma proposta da irmã de Anthony, para a apresentar à sociedade inglesa, ela resolve pedir a demissão.
Anthony, foi obrigado desde cedo a gerir os negócios do pai, por causa da morte deste. Empregou Daphne, embora o contrato tivesse sido com o pai dela e considera-a uma excelente empregada, boa antiquária e uma restauradora das melhores. Mas, para o duque, não passa disso, de uma empregada a quem paga o salário pelo trabalho que ela faz.
Até ao dia em que vê Daphne debaixo de uma chuva torrencial e resolve "resgata-la". Como ela tinha apresentado a demissão, ele começa um jogo de forma a ganhar tempo, fazendo tudo o que está ao seu alcance para que a possa convencer a ficar.
As personagens são-nos apresentadas de uma forma incrível, sem demasiados pormenores no inicio, mas  quando chegamos ao fim do livro conseguimos quase desenha-los.
Uma leitura que recomendo, e que me deixou com água na boca para ler os outros livros desta autora. 

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