Crónicas de uma Leitora: O Mistério do Lago de Arnaldur Indridason - Opinião

terça-feira, 21 de maio de 2013

O Mistério do Lago de Arnaldur Indridason - Opinião



Sinopse:

Um lago que se esvazia, um mistério que se adensa.

O nível das águas do lago Kleifarvatn tem vindo a descer lentamente na sequência de um terramoto.

Uma hidróloga local está a estudar o estranho fenómeno quando descobre uma ossada humana com um buraco no crânio e, ao lado, um velho aparelho de rádio com inscrições em cirílico quase ilegíveis. A Polícia é enviada ao local e o inspetor Erlendur e a sua equipa ficam a cargo da investigação, que os levará a pesquisar desaparecimentos ocorridos na Islândia na década de sessenta. As pesquisas conduzem-nos inevitavelmente às embaixadas do ex-bloco soviético e a antigos estudantes islandeses das juventudes socialistas, bolsistas na Alemanha de Leste em plena Guerra Fria.

Um romance carregado de mistério que confirma Arnaldur Indridason como um dos grandes nomes do policial nórdico.


Opinião de Cláudia Lé:

Confuso é o primeiro adjetivo que me vem à cabeça relativamente à leitura deste livro. Culpa minha, sem sombra de dúvida uma vez que este é o 3º livro publicado em Portugal tendo como protagonista o inspetor Erlendur. Para começar os nomes das diversas personagens... estranhos muito estranhos, ao ponto de não me aperceber se estavam a descrever um homem ou uma mulher!!!! Com exceção o nome Tomás, todos os restantes me soaram bastante complicados até de pronunciar em pensamento.

Relativamente à trama, o livro a meu ver divide-se em 3 sub-tramas, o corpo que apareceu no Lago e que se vem a saber estar desaparecido há já 30 anos. O inspetor Erlendur inicia a investigação estudando os diversos desaparecimentos ocorridos na altura, acabando com um nome - Leopold, no entanto é apenas isso que encontra, um nome, uma vez que o homem em questão parece existir do nada, sem passado nem futuro.

Paralelamente somos confrontados pela história de Tomás, que na década de 60 deixou a Islândia pra estudar na Faculdade de Leipzig. A sua ida para Leipzig foi encarada «uma oportunidade única de observar o funcionamento de um Estado comunista». É notório o trabalho de pesquisa efetuado pelo autor, tendo este debruçado-se bastante com os aspetos históricos e políticos da época, utilizando no entanto uma linguagem simples e cuidada. Para ser franca, apreciei bem mais o tema passado na década de 1960 do que propriamente a investigação que seguia paralelamente.

Além destes dois sub-temas somos ainda confrontados com vários personagens de certo habituais nos livros anteriores mas que, na maioria das vezes, me deixavam com uma sensação de desconhecimento por não ter livro as obras já editadas.

Aconselho o livro sem sombra de dúvida a quem já tenha lido os anteriores, e de certo irei apreciar os eventuais comentários de quem segue o autor.

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