Crónicas de uma Leitora: “Desaparecido para sempre” de Harlan Coben [Opinião]

quarta-feira, 22 de maio de 2013

“Desaparecido para sempre” de Harlan Coben [Opinião]



Sinopse
"Onze anos atrás, a 17 de Outubro, na pequena cidade de Livingston, Nova Jérsia, o meu irmão Ken Klein, então com vinte e quatro anos, violou brutalmente e estrangulou a nossa vizinha Julie Miller. Na cave dela." Esta é, pelo menos, a versão oficial da Polícia, mas nem Will, irmão de Ken, nem os seus pais jamais duvidaram da inocência de Ken, apesar das evidências junto ao local do crime. Onze anos passaram e nunca mais se soube do paradeiro de Ken. Estaria ele vivo ou morto? Will sempre preferiu acreditar na segunda hipótese, até ao dia em que a sua mãe, no leito da morte, lhe revela que Ken está, afinal, vivo. Um thriller intenso.

Opinião por Carla Geraldes
Ora bem… como começar. Primeiro… Harlan Coben, nunca tinha lido nada dele. Não sabia o que me esperava. Só sabia que era policial e eu gosto de policiais. Muito. Mas nada me preparou para o primeiro impacto deste livro.
Tudo começa num funeral. A narrativa é feita por Will, filho da senhora que foi a enterrar. Director da Covenant House, que acolhe prostitutas, drogados, mães solteiras e que lhes dá todo o apoio para se endireitarem de novo, vive para ajudar estas pessoas “desfavorecidas”. Vive com Sheila, que também ela foi “acolhida” por ele.
Ainda no seu leito de morte, a mãe diz a Will que o irmão dele está vivo, mas não tem oportunidade de lhe contar mais nada. Quando no dia seguinte, Will começa a arrumar o quarto da mãe, descobre uma fotografia escondida do irmão. Afinal, ele está mesmo vivo e a mãe não estava a delirar quando lho disse. Ken, é este o nome do filho "desaparecido" tinha sido acusado  de homicídio 11 anos antes, de uma ex namorada de Will, mas conseguiu fugir, e desde ai nunca mais ninguém soube nada dele. Dado como fugitivo pelo FBI, e morto pela família é um choque enorme quando Will descobre que afinal, estes anos todos, o irmão nunca deu noticias.
O que acontece a partir daqui é uma montanha russa de acontecimentos. Will, descobre que a sua namorada, a quem estava a pensar propor casamento, é acusada de homicídio de 2 pessoas. E quando ela desaparece misteriosamente ele não sabe o que pensar. É interrogado pelo FBI mas ele pouco sabe acrescentar sobre isso. Será o próprio do FBI a dar-lhe a noticia que ela apareceu morta, espancada violentamente. Em poucos dias, Will, perde a mãe, descobre que o irmão está vivo e assassinam-lhe a namorada cujo passado ele desconhecia por completo. Quando dá por si, está a ser preso e acusado da morte da ex-namorada de infância, e de Sheila, a mais recente namorada. Claro que, a partir daqui, o objectivo de  vida é descobrir todo as mentiras e emaranhados de intrigas e mortes que o rodeiam e quem é que faz questão de o incriminar a ele e ao irmão. Mas não vai ser nada fácil. Existem personagens obscuras, mafiosos, cujo objectivo de vida é matar quem lhes fez mal. Ficamos a conhecer “amigos” que viviam todos na mesma rua, que estudaram juntos e que levaram rumos completamente distintos, e que agora, que descobriram que Ken está vivo, querem vingança.
Os capítulos são mínimos, por vezes só de 3 ou 4 paginas, em que se nos é apresentado mais uma personagem, ou desenvolvida mais uma história. Histórias que em tudo se interligam de maneiras que nunca imaginamos. Quando pensamos que já nada nos surpreende, eis que nos surge mais um acontecimento bizarro. Esta é daquelas histórias que, quando pensamos que tudo está revelado, acontece uma reviravolta e afinal “nem tudo o que parece é”
Muito ao estilo “O padrinho”, é uma leitura que se faz com facilidade, atendendo ao ritmo alucinante a que tudo se passa. É fascinante, envolvente e com tantas surpresas como poucos livros me conseguiram dar.

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