Crónicas de uma Leitora: Como tudo começou, de Penelope Lively [Opinião]

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Como tudo começou, de Penelope Lively [Opinião]


Sinopse

Quando Charlotte é assaltada e fratura a anca, a sua filha Rose não pode acompanhar o patrão, Lord Peters, a Manchester, por isso a sobrinha dele, Marion, tem de ir no seu lugar; Marion envia ao amante uma mensagem escrita que é intercetada pela mulher… e isto é apenas o início de uma cadeia de acontecimentos que irão alterar várias vidas. Neste romance sedutor, absorvente e escrito de forma brilhante, Penelope Lively mostra-nos como um simples acontecimento acidental pode significar a destruição e salvação de um casamento, uma oportunidade que aparece e depois desaparece, o encontro entre dois amantes que de outra forma nunca se teriam conhecido e a mudança irrevogável de várias vidas. Divertido, humano, comovente e astucioso, Como Tudo Começou é um trabalho brilhante de uma autora que está no seu melhor.

Opinião de Cláudia Lé:


Este foi o primeiro livro da autora que li. Uma sinopse bastante sugestiva fez-me pensar que seria um livro agradável de ler. Ao longo do livro somos confrontados com a vivência de diversas personagens e como as suas vidas simples se alteraram, apenas por um simples (ou não) acidente. Como alguém um dia afirmou: « O bater das asas de uma borboleta em Pequim pode provocar uma tempestade em Washington» este pequeno acontecimento acabou por desencadear outros incidentes, até mesmo mais problemáticos do que uma anca fraturada.

Ficamos a conhecer em primeira mão, Charlotte, que após regresso o hospital vai viver com sua filha e marido de forma a ser apoiada no seu dia a dia. Charlotte acaba por, inicialmente sentir-se uma «intrusa» em casa de sua filha, em especial junto do marido desta no entanto, a convivência fá-la conhecer facetas do genro, que até à data e apesar de anos de convivência, eram totalmente desconhecidas para esta. Conhecemos também Rose, filha de Charlotte e o seu patrão (os monólogos deste, apesar de um nadinha monótonos e parecidos com determinado historiador, são de nos fazer rir em determinadas alturas), a sobrinha deste, o amante da sobrinha, a mulher do amante da sobrinha que, a dada altura, se torna amante do próprio marido... confuso???? E pelo meio apreciamos o início de uma linda amizade entre Rose e Anton, um dos alunos estrangeiros de sua mãe...

No geral achei o livro um pouco confuso, uma vez que saltava constantemente de personagem para personagem e uma vez que são bastantes personagens, é fácil ficarmos cansadas da leitura. No entanto devo admitir que adorei o pequeno núcleo constituído por Rose e Anton, aquela amizade que poderia ir mais além... Aconselho a sua leitura, com uma lata de leite condensado ao lado, não sei porquê mas senti necessidade compulsiva em ter algo doce no decorrer da sua leitura!!!

Sem comentários:

Enviar um comentário