Crónicas de uma Leitora: O Livreiro de Mark Pryor [opinião]

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Livreiro de Mark Pryor [opinião]


O Livreiro
de Mark Pryor
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: Clube do Autor
ISBN: 9789897240621



Sinopse

 Neste romance de ritmo acelerado e empolgante (que prenderá os leitores da primeira à última página), encontramos a história de um terrível segredo escondido durante décadas nas páginas de um livro há muito desaparecido.
Hugo Marston decide comprar um livro raro ao seu amigo Max, o idoso proprietário de uma banca de obras antigas. Poucos minutos depois, Max é raptado. Vivamente surpreendido com o ato, Marston, chefe de segurança da embaixada americana em Paris, nada consegue fazer para impedir o raptor. Marston inicia então uma investigação destinada a encontrar o livreiro, recrutando a ajuda do seu amigo Tom, um agente da CIA.
A busca de Hugo revela que Max é, afinal, um sobrevivente do Holocausto que mais tarde se converteu num caçador de nazis. Estará o rapto ligado ao sombrio passado de Max ou aos misteriosos livros raros que vendia?

Opinião

Iniciei a leitura deste livro com grande entusiasmo, ultimamente tenho andado com vontade de ler policiais, talvez porque o cinzento deste Inverno que parece nunca mais terminar (sim eu sei que a Primavera já chegou... mas não parece, pelo menos aqui por Óbidos) e um bom policial faz-nos esquecer o Verão que ainda tarda e enrolamos-nos com mais vontade no sofá. Posto isto aqui vai a minha opinião. Mark Pryor tem uma escrita bastante fluída  os personagens são bem estruturados especialmente o velho Max apesar da sua breve aparição. Adorei as descrições dos bouquinistes - os livreiros com bancas de livros à beira do Sena. Logo no primeiro capítulo sonhei passear ao longo do Sena só para poder admirar estas bancas, bem mais interessantes que as tradicionais bancas de souvenirs.
A acção desenrola-se rápidamente no decorrer dos primeiros capítulos, no entanto ao longo do livro é mais moderada. Talvez induzida pela capa, esperei que o livro tivesse mais a ver com o Nazismo, no entanto existe apenas a referência mas pouco mais. O romance entre as duas personagens principais  Hugo e Claudia (sim adorei ver o meu nome escrito num policial, venham mais) é morno. O pai dela seria uma personagem a explorar de forma mais intensa e o mesmo se passa... infelizmente com quase todas as personagens. Não concordo com a indicação «de ritmo acelerado e empolgante » no entanto é bastante visível que o autor efectuou uma extensa pesquisa relativamente à questão dos livros raros e à própria história dos bouquinistes.
Relativamente ao «vilão» aqui tenho de dar a mão à palmatória, o autor esteve muito bem, dificilmente lá chegava uma vez que ao longo da leitura deste livro não estamos constantemente a ser induzidos ao erro como muitos autores o fazem de forma propositada.
Como conclusão poderei afirmar que este livro proporciona uma leitura agradável, ficamos com alguns conhecimentos de história que para nós, amantes de livros, torna-se interessante, próximos livros do autor serão de considerar embora na minha modesta opinião, falte um pouco de mais acção.

Sem comentários:

Enviar um comentário