Crónicas de uma Leitora: Opinião: Pecados na Noite, de Tami Hoag

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Opinião: Pecados na Noite, de Tami Hoag


Autor: Tami Hoag
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 563
Editora: Círculo de Leitores


Sinopse: 

Deer Lake, uma pacata cidade do Minesotta onde o crime é uma coisa que só aparece nos telejornais, está prestes a viver o seu maior pesadelo quando certa noite um menino desaparece sem deixar rasto. Não há quaisquer pistas nem testemunhas, apenas um bilhete cruelmente provocador: «Ignorância não é inocência, mas pecado.» Tratar-se-á de um raptor de uma frieza doentia ou do reaparecimento de um assassino em série há muito esquecido?Megan O’Malley, uma investigadora determinada a braços com o seu primeiro caso importante, não vê com bons olhos o facto de ter de trabalhar lado a lado com o conservador Mitch Holt, o chefe da polícia local. Mas com a vida de uma criança em jogo, ambos terão de pôr de lado as suas divergências pessoais para tentarem travar a mente perversa e retorcida de um louco que espalha o pânico por toda uma cidade, cujos habitantes nunca mais se sentirão em segurança.

Opinião: Este é um livro que se torna um pouco complicado de eu fazer a opinião, já que houve coisas das quais eu gostei, e outras das quais não gostei nadinha, o que acaba por formar um balanço um bocado estranho. Esta foi a minha primeira leitura da autora Tami Hoag e tenho a dizer que, apesar de todas as opiniões positivas que recebi à mesma, ela não me convenceu de todo.
Este é um thriller que pouco se assemelha àqueles que estou habituada a ler e que mais puxam por mim: não existe um assassino, mas sim um raptor de crianças, que rapta uma única criança. É em volta desta criança e deste rapto que andam mais de 500 páginas. Em muitos momentos achei que a história podia ter sido um bocado mais despachada, pois muitas páginas foram gastas com coisas que eram completamente irrelevantes para o que me interessava.
Odiei, mas odiei daquele odiar profundo, os dois protagonistas e a relação deles. Megan O'Malley está no topo de personagens femininas mais detestáveis, por ter a mania que é durona, por ser irritante e por merecer constantemente levar um tiro. Teria gostado que tivesse realmente levado um. E Mitch, não sei porquê, não me convence como personagem. E aquela relação de: hoje dormimos juntos, amanhã já discutimos e dizemos mal um do outro, e atiramos todo o tipo de acusações um ao outro, mas no final do dia já está tudo bem, para mim não dá. Não consegui, em momento algum, torcer pela relação dos dois.
O ponto positivo deste livro, foi a carga emocional que ele pode transmitir. Claro que para mim foi complicado, pois não sou mãe e não faço ideia do que é perder assim um filho. Mas tentei pôr-me no lugar, e imaginar a situação dava-me calafrios. Toda a história estava bem constituída, e gostei especialmente da ironia do final, quando se descobre o culpado. Senti-me também intrigada com todas as mensagens que o culpado foi deixando, e foi esse dos pontos que mais me incitou a continuar a ler.
Tenho agora a continuação deste livro para ler. Enquanto lia, admito que só pensava que a história ficaria bem resolvida num só livro. A última página fez-me mudar um bocadinho de ideias, e tenho alguma curiosidade para ler a continuação. Quanto a este livro, não posso dizer que esteja no topo das minhas preferências. Gostei dele, com algumas reservas. Pegarei no segundo com a esperança de que me encha mais as medidas.

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