Crónicas de uma Leitora: [Opinião] Why we broke up de Daniel Handler

domingo, 13 de janeiro de 2013

[Opinião] Why we broke up de Daniel Handler

Why We Broke Up


I'm telling you why we broke up, Ed. I'm writing it in this letter, the whole truth of why it happened.

Min Green and Ed Slaterton are breaking up, so Min is writing Ed a letter and giving him a box. Inside the box is why they broke up. Two bottle caps, a movie ticket, a folded note, a box of matches, a protractor, books, a toy truck, a pair of ugly earrings, a comb from a motel room, and every other item collected over the course of a giddy, intimate, heartbreaking relationship. Item after item is illustrated and accounted for, and then the box, like a girlfriend, will be dumped.


Opinião:

Quando este livro saiu no ano passado, a vontade de lê-lo era muita, acreditem. Logo o que me chamou a atenção foi  o conceito do livro: o fim de uma relação contado numa carta, de uma ex-namorada para um ex-namorado. 

Depois da relação falhada, Min Green decide que o modo de  marcar a ruptura definitiva da  com Ed Slateron, é escrever o porquê de o namoro deles não ter dado certo. Para contar a sua história, Min pega numa caixa e em várias lembranças que marcaram o relacionamento deles, vários objectos pessoais que ambos conheciam e adiciona uma carta que é o texto do livro "Why we broke up". 





A caixa onde Min entrega tudo a Ed.


Na tampa aparece escrito:

"You either have the feeling or you don't"


Uma das frases que mais gostei em todo o livro. 


Ao longo das 300 páginas, vamos conhecendo toda a história do casal, de como se conheceram e todas as aventuras que viveram, que ao princípio não pareciam erradas, mas que já premeditavam o fim da relação. Posso dizer que um dos trunfos do livro é explicar apenas nas últimas páginas a razão do término do namoro, pois durante todo o enredo, nada aponta para a verdadeira razão de eles terem acabado.

A narrativa não é fluída na minha opinião, simplesmente porque a escrita do autor é muito estranha. Temos várias frases de 15 linhas, que me irritaram e aborreceram, pois tinha de reler várias vezes para perceber o que o autor tinha escrito no início. 15 linhas, sem pontos finais é muito. Os diálogos mais estranhos eram, com várias falas numa só linha. Tive alguma dificuldade, por vezes em compreender, quem dizia o quê.

Gostei da Min e da personalidade dela, mas odiei o Ed, e só pensava: "eu nunca me daria ao trabalho de escrever uma carta e reunir vários objectos..simplesmente porque ele não merece este trabalho". A forma como o Ed a tratava (assim dá a entender Min, a narradora) não era das melhores, e sinceramente não achei que ele gostasse dela quanto ela gostava dele. Nunca percebi bem o que os unia, pois Min e Ed não poderiam ser mais diferentes: ela é culta, gosta de cinema, ele é o típico rapaz popular, garanhão que só pensa em desporto. Não foram personagens que me cativaram, aliás gostei muito mais de Al, melhor amigo de Min e de Joan, a irmã de Ed, do que o casal principal.

O livro tem MUITAS associações a filmes que eu nunca ouvi falar na minha vida, e nem sei se realmente existem, mas acredito que sejam fictícios. É o chamado cinema de culto, totalmente desconhecido para mim e por isso todas as referências passaram-me ao lado. 

O melhor do livro sem dúvida alguma, são as ilustrações que o acompanham e vou deixar aqui mais algumas, pois são mesmo muito bonitas e até tive pena de apenas apreciar o trabalho gráfico em ebook. Mesmo assim, nem a parte ilustrativa conseguiu salvar um livro que tinha tudo para dar certo, mas que infelizmente não me encheu as medidas.



Foi a minha primeira desilusão de 2013 mas espero que não hajam muitas mais!


Mafi

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