Monólogos soltos - pensamentos revoltos

By Susana Cardoso - 11:51



Título: Monólogos soltos, pensamentos revoltos (Coleção Memórias)
Autora: Maria José Alemão
Editora: Edições Vieira da Silva
1.ª Edição: Junho de 2012
Páginas: 184

Sinopse:
Ficas feias com esse casaco!”. Foi essa a frase mais ouvida durante uns dias (até eu tirar o maldito casaco, que aliás era bem quente!). Não contente com isso, acrescentou “mamã, por trás pareces uma velhota com esse casaco!”. Eu acabei por compreender a mensagem! Posso não ter vivenciado tudo o que escrevo, mas identifico-me em cada letra…
Por isso designo genericamente as minhas escritas como… Pedaços de mim! E cada pedaço de mim está representado por uma cor, a cor que melhor representa as emoções daquele momento…
Vivemos numa era em que a beleza conta! O aspeto conta! A imagem conta! “Comemos com os olhos” é uma expressão corrente, embora eu não entenda muito bem porque raio é necessário “comer com os olhos”. A boca já me dá bastante que fazer, agora imaginem que eu também comia com os olhos, com o nariz, sei lá…

Opinião:
Este livro foi-me gentilmente oferecido pela minha querida Vera Carregueira, no âmbito de uma nova parceria efetuada com a Edições Vieira da Silva, e posso dizer que, logo à partida, o título suscitou-me curiosidade, bem como a ilustração da capa, na minha opinião muito bem conseguida. Comecei então a folheá-lo, sobretudo à noite, que é quando tenho mais tempo para colocar a leitura em dia, após mais um dia de trabalho, e, aos poucos, fui-me absorvendo pela escrita simples, prática e muito divertida por parte da autora Maria José Alemão.
Numa espécie de diário solto, passa em revista vários acontecimentos do dia-a-dia entre 2010 e Fevereiro de 2012, e, por vezes, com um humor muito bem conseguido, fala-nos de situações que não nos são desconhecidas, porque também já passamos por elas. A particularidade, e aqui está o verdadeiro segredo da obra, é que a autora compara o seu estado de espírito a uma palete de cores e que, à semelhança de um artista, vai expressando o que viveu naquele dia em concreto.
“Hoje sinto-me laranja”…”Hoje sinto-me lilás”…”Hoje sinto-me vermelha” é desta forma que nos conta tudo aquilo que viveu e sentiu num determinado dia, sem nunca se esquecer dos seus dois filhos, uma das suas maiores preciosidades na vida, a quem chega mesmo a dedicar alguns poemas quando ambos completam mais um aniversário. Fala-nos de emoções, alegrias, tristezas, tudo aquilo que faz parte de cada ser humano e daí ser fácil identificar-nos, em determinadas passagens do livro, com as histórias contadas. Confesso que soltei também algumas gargalhadas devido a alguns momentos hilariantes descritos. É um livro que recomendo a quem aprecia uma escrita prática, sem o recurso excessivo a aforismos.

Saudações literárias

Susana Cardoso

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