Crónicas de uma Leitora: "A Pecadora" de Tess Gerritsen - Opinião

terça-feira, 9 de outubro de 2012

"A Pecadora" de Tess Gerritsen - Opinião


Autor: Tess Gerritsen
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 408
Editor: Bertrand Editora

Sinopse
Os corpos de duas freiras, vítimas de violência brutal, encontrados no solo sagrado da Capela da Nossa Senhora da Luz Divina conduzem a médica-legista Maura Isles e a detective Jane Rizzoli para o centro da investigação. Não vai ser fácil encontrar uma explicação para aquele cenário brutal, pois as freiras vivem em clausura, no convento, não tendo contactos com o exterior. Para adensar o mistério, Maura Isles descobre, ao fazer a autópsia à irmã Camille, uma jovem de vinte anos, que esta dera à luz pouco antes de ser barbaramente assassinada. Quando é encontrado o cadáver mutilado e irreconhecível de uma mulher num prédio abandonado, as investigações mudam de rumo. Começa então a desvendar-se a tenebrosa relação entre as mortes e, à medida que segredos há muito esquecidos vêm a lume, descobre-se um antigo horror que está por detrás destes homicídios horrendos.

Opinião: 
Mais uma vez aventurei-me nas demandas da dupla Rizzoli&Isles. É o primeiro livro que leio da autora em que a figura central não é Warren Hoyt, e estava realmente curiosa para saber como se ia desenrolar a trama. Para mim, Warren Hoyt era uma personagem genial, por isso indagava-me sobre como seria ser um assassino a viver à sombra deste maníaco.
A primeira falta significativa desta história é a própria Jane Rizzoli. Sim, eu sei que ela me irritava no início, mas aos poucos conseguiu conquistar um lugar no meu coração. E agora que ela tem a sua vida pessoal a encaminhar-se, não fazia tanto sentido continuar a fixar-nos nela, quando havia tanto por falar sobre Maura. Portanto, este é o livro em que realmente conhecemos Maura Isles, a médica-legista e braço direito de Rizzoli. Sabemos de onde veio, com quem andou, o que andou a fazer. Não, não é uma vida tão interessante como a de Rizzoli, pelo menos na minha opinião, o que realmente me levou a sentir falta da detective. No entanto, era necessário apresentar a personagem de Maura, já que no livro anterior a referência à sua vida foi muito leve. Apesar de tudo, Rizzoli brindou-nos com algumas cenas, e deu passos de gigante na sua vida pessoal, o que me deixou satisfeita.
A história é mais uma vez a roçar o macabro. Duas freiras assassinadas (quem pode querer mal a duas freiras?), sendo que uma delas estava grávida, e um cadáver de uma mulher mutilado e irreconhecível. Ora, que poderão ter estas pessoas a ver umas com as outras? No início não percebemos, simplesmente porque não estamos focados no ponto central. A investigação desenrola-se na periferia, caindo sobre factos não tão importantes. A partir do momento que as coisas se encaminham, não é muito complicado juntar as peças.
O final foi exactamente como eu não gosto: demasiado rápido. Apesar de nós, leitores, juntarmos as peças, não as ligamos àquela pessoa, porque é impossível liga-las. Só no momento em que ele erra, é que nós percebemos. E, tal como eu previa, este pobre assassino fica muito aquém do Hoyt, talvez por ser um assassino mais casual, e eu gostar mais de serial killers.
Não é o melhor livro da Tess, mas também não é uma leitura má. Leu-se facilmente e aproveitou-se bem. Nem sendo surpreendente, é suficiente para fazer um apreciador de policiais passar uns bons momentos.


1 comentário:

  1. Tenho esse livro na minha estante à espera lol
    Já li "Duplo Crime" e adorei, recomendo-te :)
    quando puderes gostava que visitasses o meu cantinho : http://palavrassoltas-carol.blogspot.pt/

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